"O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga idéia de paraíso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói." Cazuza.
sábado, 18 de junho de 2011
Morrer dói.
domingo, 25 de outubro de 2009
Panis Et Circenses
Lamento profundamente pela escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016, principalmente pelos cidadãos e seus problemas que serão totalmente esquecidos.
Os grandes culpados? Nós, os patriotas de fina de Copa do Mundo, que lotamos a praia para comemorar essa ‘grande’ conquista, mas nos trancamos em casa na hora de lotar ruas e avenidas exigindo os nossos direitos.
Nos falta água, nos falta comida, nos falta segurança, educação, moradia, transporte e saúde. Mas mesmo com o poder de mudar em nossas mãos, preferimos cruzar os braços em frente a TV e assistir um grande espetáculo de ilusões. Pão e Circo! Dê ao povo o que o povo gosta.
Não sou conta os Jogos Olímpicos, Copas do mundo ou quaisquer outras manifestações do esporte, e nem seria contra as Olimpíadas no Brasil caso tivéssemos condições para recebê-la.
Porém sou opositora da venda que colocam em nossos olhos para esconder a real situação por trás do espetáculo.
Os dias de glória acontecerão apenas enquanto durarem os Jogos Olímpicos. Passado esse tempo, o “glamour” se vai. A beleza se vai, os turistas de vão. E pra nós, os verdadeiros palhaços desse imenso circo, sobrarão os mesmos problemas de antes, e assim como outrora, cruzaremos os braços novamente.
Só espero que sirva de lição, e que o Brasil consiga (mais uma vez) aprender com os próprios erros.
Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina)

"Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer..."
*Panis Et Circenses - Caetano Veloso e Gilberto Gil - mas prefiro mil vezes a versão com o 14 Bis*
Essa foi a minha redação para o vestibular da Unisal, um divisor de águas tanto em minha vida real, quanto em minha vida bloqueira. Talvez meu retorno para o blog. O bom filho à casa torna!
Ps: Hey, Amor! Amo você mais que tudo no mundo! :)
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
A queda.
Acordei e cai em minha própria amargura."
Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina)
Ás vezes acordar é deprimente.
Ps: Faltam 3 dias!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Quanto tempo o tempo tem?
Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina)Ilustração: Alexandre Costa.
"O tempo passa e com ele passa a dor,
Pois tudo passa até o amor."
Tudo Passa - Marjorie Estiano.
Ps: Faltam 5 dias para o meu aniversário!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Riscos e rabiscos.
Palavras escritas em um papel qualquer, talvez sem valor algum.
Minha vida vai sendo escrita a mão livre. Não existem réguas e regras, apenas linhas... muitas delas tortas.
Linhas tortas que se transformam em um mar de sentimentos.
Errei por tantas vezes...não pude apagar nada – estava escrito a caneta - .
Corretivo talvez escondesse meus erros, mas não cobriria eternamente.
Se tornaria uma bela cicatriz em minha vida de textos.
Páginas e páginas já foram escritas, mas eu não passo de uma resenha sem correção.
Aqui, vírgulas não me brecam e nem os pontos são capazes de me parar.
E mesmo que me rasgassem, eu continuaria ali... talvez sem sentido ou nexo, mas viva em pequenos retalhos de papel, com outras milhares de historia a contar.
Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina)
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Micro Contos
-E seu cavalo?
Era marinho."
☺
"O sortudo engasgou com biscoito da sorte.
-E depois?
Morreu!"
☺
"Estava ocupado para a vida.
-E pra mim?
Pra você eu estou aqui."
Dedicado a um Sábio.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Beijo de Vento
O vento não se prende a lugar algum, sempre indo e vindo em rodopios tão suaves quanto os passos de uma
bailarina.
Uma hora aqui, outra acolá... e assim vai, eternamente seguindo seu destino.
Vento que nunca é barrado, sempre tomando em seus braços o que vê em sua frente.
Brisa que vira páginas do livro de uma vida, escrevendo sua versão da história.
Abrindo e batendo portas e janelas, como uma pequena criança travessa.
Mas de criança o vento só tem a eterna inocência, pois sua grandeza silencia o mais valente dos mortais.
Por vezes ventania destruidora, por outras, um beijo de seda em meu rosto.
Vento que talvez saiba os segredos dos quatro cantos do mundo.
Já viu paz, guerra, tristeza e calmaria no semblante de milhares de vidas que cruzaram seu caminho.
Vento que enxuga a mais dolorosa lágrima, que leva pra longe as nuvens de algodão...
E que se curva com seu silêncio a minha solidão, mas nunca deixando de me acolher por dentre seus sopros sem fim.
Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina)
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Fome
A fome é fruto da ignorância humana. A fome mata... Não somente a pessoa... Mata a alma... A alma de quem sente e de quem vê. Assim como a famosa ‘Paz Mundial’, discutida pelos lideres do povo, a resolução da fome chega a ser também uma Utopia. A ignorância humana não tem fim. A cada dia que passa, na casa de muitos, boa comida, fartura, já na de outros... A alma já morreu faz tempo. O tempo voa e as pessoas querem mais, não importando com o bem estar do próximo. Pais de família, renunciando a fonte da vida, para tentar dar de comer ao filho... Pelo menos uma vez ao dia. Ou uma vez em dois ou três dias. A realidade, que é triste, está ofuscada por carros de luxo. Capitalismo. Pessoas indo dormir com só uma palavra na cabeça... ‘DINHEIRO’ Outras pessoas indo dormir, pra talvez não acordar mais. Mas claro, o que uma pessoa do outro lado do mundo, iria fazer diferença, morta ou viva? TODA a diferença. Uma vida... Uma alma que se vai pelo egoísmo humano. E tudo acaba com uma lagrima salgada... De olhos fundos... Ressecados e sem esperança. O único alimento que podia nutrir a alma e a vontade de viver... Escorrendo pela face.Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina)
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
O pra sempre...

Micro conto por: Isabela Oliveira (Menina Colombina)
Arte do meu queridíssimo Alexandre Costa (obrigado, meu anjo!!)
Incentivo do meu querido Roberto Prado.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Flores de um jardim.
Uma lágrima que rola como o orvalho da manhã.
Pequena rosa de um jardim, reinando soberana por entre seus próprios espinhos, que insistem em machucar.
Seiva que escorre por entre cicatrizes de cor.
Varias flores em um mesmo jardim, compartilhando as muitas facetas de uma mesma essência.
Vento que se esquiva como um ultimo suspiro e beija pétala por pétala, rosto por rosto.
Vidas que se encontram em um mesmo jardim de cores, dores e amores.
Raízes que não nos permitem sair do chão, mas que nos elavam ao infinito e além.
Assim como uma borboleta que vive apenas 24 horas
Assim como o perfume inconfundível de uma rosa.
Assim como a lágrima de uma genuína flor de Colombina.
Por: Isabela de Oliveira (Menina Colombina)
domingo, 11 de janeiro de 2009
Aprendiz de Poetisa, Isa
Aliás, tive sim, mas me livrei do que me amedrontava.
A Fênix não renasce das cinzas?
Assim fiz e voei pra longe dos medos e incertezas que abalavam os sonhos mais doces.
Sou um Poeta incompreendido, mas mesmo assim... Poeta.
Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina), em 14/11/06
Esse ano foi o começo de minha vida com as palavras.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
A eternidade dos meus dezessete anos.
O mundo passava numa rapidez tão lenta, que eu não percebia o quanto eu estava crescendo.
E ele (o mundo), tão generoso que só, abria todas as suas portas, me acolhendo como a mãe que abraça um filho.
O tempo passou depressa... Tão depressa que só me dei conta quando finalmente abri minhas asas e ensaiei meus pequenos vôos.
Como uma borboleta, estou pronta pra voar na imensidão do céu azul, e contrastar com minhas cores nos quatro cantos desse mundo.
Meus pequenos grandes sonhos de criança deram lugar a grandes sonhos de um ser tão indefeso quanto um bebê, mas também tão grande e forte quanto o gigante em seu pé de feijão.
Esse mundo novo, cheio de recém descobertas me atrai.
Estou caminhando pro meu futuro, e crescendo como pessoa, porém, continuo sendo aquela pequena Colombina.
E apesar do medo, não me importo... Eles se perdem na imensidão do meu sorriso.
Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina)
'Maravilha, juventude
Pobre de mim, pobre de nós
Via Láctea, brilha por nós
Vidas pequenas na esquina...'
Linda Juventude, 14 Bis (EU AMO MPB)
O antes e o depois.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
A Máscara da Verdade
"A mesma máscara negra que esconde seu rosto, eu quero matar a saudade..."Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina)
Ps: Sim, sou eu na foto.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
O travesseiro de espuma.
Enquanto no céu a Lua e seus pingos de luz serviam de inspiração aos poetas, aqui na ‘Terra’, as minhas forças e inspirações vinham das lágrimas que escorriam em um travesseiro.
Recheado de espuma, ele se fez coração e escutou todos os meus lamentos.
Filho de Morfeu, que com seu beijo macio, acalentava minhas noites de sonhos.
Sonhos de toda uma vida curta que compartilhei com meu pequeno diário de pano.
Seu calor sobre mim substituiu todas as palavras de conforto que um dia eu precisei ouvir.
Era no aperto de meus braços que ele se fez companheiro, confidente e amigo, tão amigo que jamais encontrei alguém como tal.
E com um sorriso florido, me esperou como um pai zeloso em todas as noites que precisei de alguém.
Ah, como eu queria que você tivesse braços pra eu me afogar em seus abraços nas noites em fim.
Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina)
Ensaio sobre a solidão e insignificância da vida – Poste de Luz

Sua importância, aparentemente, é quase nula.
Ao seu redor, o mundo entra em revolução.
A vida avança mais uma vez em seu estágio mais belo, e ele outra vez (como tantas outras), é esquecido. Chegam os Ventos de Outubro que percorrem todo o seu cumprimento num abraço gelado e sem vida, cheio de calor e esperança (foi o seu primeiro e único abraço sincero).
Esperança que é jogada fora quando chegam os dias frios de Dezembro.
Luzes, festas, presentes... E ele continua anônimo entre a multidão, mas sempre exalando um brilho sem cor, insignificante aos olhos dos outros.
Cai à chuva, surgem às flores.
Uma música muda no ar.
Até que anoitece. E dessa vez foi diferente.
Sua forma gelada foi descoberta.
E entre olhares de reprovação e raiva, alguém diz:
- Que escuro! A luz do poste queimou.
Um poste... Simples poste, que do alto do seu anonimato, iluminava as noites de quem jamais havia percebido.
Um poste... Simples poste de concreto, sem cor, sem calor, sem textura, sem vida.
Aquele que ajuda sem ser notado.
Objeto antagônico de vidas e mais vidas jogadas aos ralos.
Um mero poste de luz. Ninguém vai perceber sua importância, ou até mesmo sua existência... Até o dia em que ele finalmente se apagar.
Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina)
Ps: Talvez esse texto seja o meu filho mais ilustre.
Ps²: Todos esses textos são de minha autoria, acredite!
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
E comece o ESPETÁCULO
Esqueçam o que eu já disse, e que comece o show.
O que é a verdade?
Hora, como já diziam, a verdade é uma mentira bem contada.Mas assim como todas as mentiras, um dia ela cai sobre sua cabeça, despedaçando-se em mil pedaços.E você, um grande idiota, se abaixa vergonhosamente para pegar os poucos cacos que sobram no chão.
Mas por que se humilhar tanto?
Eis uma questão que eu gostaria de ter resposta.
Por que sermos submissos a nossa própria desgraça?
Jogar os cacos embaixo do tapete não adiantaria muito...
Um dia você tropeça na sua própria vergonha, e tudo vem a tona novamente.
O que fazer?
Talvez ficar jogado à própria sorte (oh...sorte...isso existe?!), até alguém com pena vir te ajudar por caridade.
QUE SE FODA A CARIDADE
QUE SE FODA OS SENTIMENTOS
QUE SE FODA MINHA VERGONHA
QUE SE FODA A SUA VERDADE
Máscaras...máscaras e mais máscaras.
Separam o mundo real da fantasia...mais qual é o mundo real?
Você acaba de se dar conta que sua vida é uma fantasia.
Quem está ao seu lado são meros andróides controlados por chips implantados em seus cérebros, com uma mera mensagem que se repete a cada segundo e corrói seus circuitos:
ILUDIR, SE APROVEITAR
ILUDIR, SE APROVEITAR
ILUDIR, SE APROVEITAR
Até que você abre os olhos...e pensa que é um pesadelo.
Vai em direção a porta, abre seu quarto...e vê que o seu pesadelo, perto do real, foi apenas um doce sonho de verão.
Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina)
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Lápis de Cor, a vida numa Aquarela
Uma caixa empoeirada que foi guardada na gaveta.
Dentro dela, um lápis de cor.
Rei dos meus sonhos, idealizador dos meus anseios.
Pequeno objeto, onde eu espelhava todas as minhas expectativas em cores de emoções.
Enquanto eu pintava e apagava, brincando de ser Deus dos meus sonhos, o tempo lá fora passava.
Tempo que não apagou meus sentimentos pintados de verde esperança.
Grande esperança que encantou meu mundo de imperfeições, fazendo da minha vida uma aquarela de sentimentos.
Lápis que foi gasto, apontado e desapontado, e em cada risco traçado, fazia o caminho inverso no papel:
- Ele diminuía, enquanto eu, eterna criança, crescia para o mundo.
E mesmo esquecido naquela caixinha de colorir, nos seus últimos suspiros de cor, coloriu meus sonhos mais doces.
Pontinha cheia de vida, esquecida na gaveta.
Vida cheia de alegrias na pontinha do giz.
Meu lado criança, que novamente acordou, sendo feliz outra vez, resumindo toda a minha existência a um ‘simples’ lápis de cor.
Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina)







