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sábado, 18 de junho de 2011

Morrer dói.

"O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga idéia de paraíso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói." Cazuza.

Talvez eu deva discordar um pouco de Cazuza. Morrer dói.
Morrer de amor dói.
Pode parecer patético, ridículo, ou até mesmo poético, mas devo dizer: morrer de amor realmente dói.

Já morri outras vezes e, assim como tantas vezes que parti, renasci.
Pude desfrutar de uma nova chance para uma nova vida, desfrutar de tudo o que minha morte pode me oferecer.
E realmente aprendi... ganhei muito com meus próprios erros e quedas.
Pude compreender a complexidade de tantas coisas através das minhas outras mortes...
Mas definitivamente meu amor se foi.

Tentei por inúmeras vezes renascer para o amor, mas hoje, depois de 4 anos de vários baixos e altos, admito: eu morri. Eu não amo, e acho que nunca amarei de novo.
E sinceramente?! Já não sei que quero voltar a viver (ou seria amar?!).

E é assim que quero recomeçar esse meu tão querido blog, falando da minha própria morte... Começar falando do fim... Ironia? Que seja!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A queda.

"Sonhava alto.
Acordei e cai em minha própria amargura."

Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina)

Ás vezes acordar é deprimente.

Ps: Faltam 3 dias!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Quanto tempo o tempo tem?

Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina)
Ilustração: Alexandre Costa.

"O tempo passa e com ele passa a dor,
Pois tudo passa até o amor."
Tudo Passa - Marjorie Estiano.

Ps: Faltam 5 dias para o meu aniversário!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Riscos e rabiscos.

Palavras escritas em um papel qualquer, talvez sem valor algum.

Minha vida vai sendo escrita a mão livre. Não existem réguas e regras, apenas linhas... muitas delas tortas.

Linhas tortas que se transformam em um mar de sentimentos.

Errei por tantas vezes...não pude apagar nada – estava escrito a caneta - .

Corretivo talvez escondesse meus erros, mas não cobriria eternamente.

Se tornaria uma bela cicatriz em minha vida de textos.

Páginas e páginas já foram escritas, mas eu não passo de uma resenha sem correção.

Aqui, vírgulas não me brecam e nem os pontos são capazes de me parar.

E mesmo que me rasgassem, eu continuaria ali... talvez sem sentido ou nexo, mas viva em pequenos retalhos de papel, com outras milhares de historia a contar.

Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina)

domingo, 11 de janeiro de 2009

Aprendiz de Poetisa, Isa

Nunca tive medo de ser feliz.
Aliás, tive sim, mas me livrei do que me amedrontava.
A Fênix não renasce das cinzas?
Assim fiz e voei pra longe dos medos e incertezas que abalavam os sonhos mais doces.
Sou um Poeta incompreendido, mas mesmo assim... Poeta.

Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina), em 14/11/06

Esse ano foi o começo de minha vida com as palavras.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

A eternidade dos meus dezessete anos.

Ontem eu ainda tropeçava nos meus próprios passos.

O mundo passava numa rapidez tão lenta, que eu não percebia o quanto eu estava crescendo.

E ele (o mundo), tão generoso que só, abria todas as suas portas, me acolhendo como a mãe que abraça um filho.

O tempo passou depressa... Tão depressa que só me dei conta quando finalmente abri minhas asas e ensaiei meus pequenos vôos.

Como uma borboleta, estou pronta pra voar na imensidão do céu azul, e contrastar com minhas cores nos quatro cantos desse mundo.

Meus pequenos grandes sonhos de criança deram lugar a grandes sonhos de um ser tão indefeso quanto um bebê, mas também tão grande e forte quanto o gigante em seu pé de feijão.

Esse mundo novo, cheio de recém descobertas me atrai.

Estou caminhando pro meu futuro, e crescendo como pessoa, porém, continuo sendo aquela pequena Colombina.

E apesar do medo, não me importo... Eles se perdem na imensidão do meu sorriso.

Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina)


'Maravilha, juventude
Pobre de mim, pobre de nós
Via Láctea, brilha por nós
Vidas pequenas na esquina...'

Linda Juventude, 14 Bis (EU AMO MPB)

O antes e o depois.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O travesseiro de espuma.



Enquanto no céu a Lua e seus pingos de luz serviam de inspiração aos poetas, aqui na ‘Terra’, as minhas forças e inspirações vinham das lágrimas que escorriam em um travesseiro.

Recheado de espuma, ele se fez coração e escutou todos os meus lamentos.

Filho de Morfeu, que com seu beijo macio, acalentava minhas noites de sonhos.

Sonhos de toda uma vida curta que compartilhei com meu pequeno diário de pano.

Seu calor sobre mim substituiu todas as palavras de conforto que um dia eu precisei ouvir.

Era no aperto de meus braços que ele se fez companheiro, confidente e amigo, tão amigo que jamais encontrei alguém como tal.

E com um sorriso florido, me esperou como um pai zeloso em todas as noites que precisei de alguém.

Ah, como eu queria que você tivesse braços pra eu me afogar em seus abraços nas noites em fim.


Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Subentendido


Durante noites, abraçada com meu travesseiro, derramei lágrimas na incerteza de uma resposta.

Uma resposta que veio como um tiro a queima-roupa.

Naquela noite o tempo parou. Diante dos meus olhos, o claro se fez escuro e o silêncio era ensurdecedor.

Uma lágrima ardente rolava em minha face, caindo no que me restava de coração.

Cenas de filmes que protagonizei me passavam pela cabeça, num misto de alegria e infelicidade.

Um sonho acabava de ser desfeito, e com ele, grandes planos e sonhos iam escorrendo pelos ralos.

Ainda não entendia o porquê.

Cada passo dado me trazia lembranças alguns dos momentos mais lindos que eu já havia vivido, e que foram perdidos em pontas de agulhas de cor.

Como se nunca tivessem existido... Como se fossem sonhos de uma noite de verão, em algum lugar ao Norte.

E enquanto eu apenas existo, espero que a essa luz que tanto me aqueceu, volte a se acender.

Ou então, pedirei com todas as minhas forças, que a escuridão me leve de vez.

Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina).


Os Pierrots também nos fazem chorar.