quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Ensaio sobre a solidão e insignificância da vida – Poste de Luz



Ninguém nunca percebeu sua presença. Talvez pra algumas pessoas, ele nunca existiu.
Sua importância, aparentemente, é quase nula.
Ao seu redor, o mundo entra em revolução.
A vida avança mais uma vez em seu estágio mais belo, e ele outra vez (como tantas outras), é esquecido. Chegam os Ventos de Outubro que percorrem todo o seu cumprimento num abraço gelado e sem vida, cheio de calor e esperança (foi o seu primeiro e único abraço sincero).
Esperança que é jogada fora quando chegam os dias frios de Dezembro.
Luzes, festas, presentes... E ele continua anônimo entre a multidão, mas sempre exalando um brilho sem cor, insignificante aos olhos dos outros.
Cai à chuva, surgem às flores.
Uma música muda no ar.
Até que anoitece. E dessa vez foi diferente.
Sua forma gelada foi descoberta.
E entre olhares de reprovação e raiva, alguém diz:
- Que escuro! A luz do poste queimou.
Um poste... Simples poste, que do alto do seu anonimato, iluminava as noites de quem jamais havia percebido.
Um poste... Simples poste de concreto, sem cor, sem calor, sem textura, sem vida.
Aquele que ajuda sem ser notado.
Objeto antagônico de vidas e mais vidas jogadas aos ralos.
Um mero poste de luz. Ninguém vai perceber sua importância, ou até mesmo sua existência... Até o dia em que ele finalmente se apagar.


Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina)

Ps: Talvez esse texto seja o meu filho mais ilustre.
Ps²: Todos esses textos são de minha autoria, acredite!

2 ataques de riso.:

Ranzinza disse...

Vc já está em meus favoritos!
Aproveito para te recomenda o o blog de meus amigo & sócio: http://fabricadehistoria.wordpress.com/
Acho que vc vai gostar.
Até mais.

Bibi. disse...

Obrigado ♥

Vou entrar no blog do seu amigo!

Beijo meu.