Enquanto no céu a Lua e seus pingos de luz serviam de inspiração aos poetas, aqui na ‘Terra’, as minhas forças e inspirações vinham das lágrimas que escorriam em um travesseiro.
Recheado de espuma, ele se fez coração e escutou todos os meus lamentos.
Filho de Morfeu, que com seu beijo macio, acalentava minhas noites de sonhos.
Sonhos de toda uma vida curta que compartilhei com meu pequeno diário de pano.
Seu calor sobre mim substituiu todas as palavras de conforto que um dia eu precisei ouvir.
Era no aperto de meus braços que ele se fez companheiro, confidente e amigo, tão amigo que jamais encontrei alguém como tal.
E com um sorriso florido, me esperou como um pai zeloso em todas as noites que precisei de alguém.
Ah, como eu queria que você tivesse braços pra eu me afogar em seus abraços nas noites em fim.
Por: Isabela Oliveira (Menina Colombina)




